Religiões do Mundo I - 20ª Aula
Considerações finais e encerramento
Hoje publicamos a gravação da vigésima e última aula do primeiro módulo do curso Religiões do Mundo:
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PS: Perdoem-nos pela demora para atualizar este site.
25 de novembro de 2009 às 23:14
Só há uma coisa a dizer:
Perfeito!
26 de novembro de 2009 às 0:37
Prof.,
Ouvindo esta última aula,naquela parte em que o sr. fala que uma pessoa,por não ter uma identidade espiritual,mesmo sendo uma pessoa boa,cheia de virtudes,irá para o inferno,fiquei com a sensação e com um certo desconforto,pois de acordo com o que o sr. disse muito poucas pessoas se salvarão.Estou certo?
E o que o sr. pode nos falar daquela passagem em que NS Jesus Cristo diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que o rico entrar no reino dos céus.Essa passagem é muito citada como a “prova” de que a riqueza não é bem vista aos olhos de Deus.
E por último,o sr. pode me indicar uma biblia com uma boa tradução e que seja acessivel de eu encontrar para adquirir?
Pelo que vejo sou um dos que mais posta perguntas para o sr.Espero não estar exagerando.
Parabêns pelo seu maravilhoso trabalho,e espero em breve poder assinar seu site,assim que tiver a opção de pgto mensal via boleto,como no seminário de filosofia do seu pai.
Que NS Jesus Cristo abençõe o sr. e sua familia,bem como os visitantes do site e sua equipe.
26 de novembro de 2009 às 6:48
Caro Luiz Gonzaga de Carvalho,
A natureza búdica é inata.
Não se constrói uma identidade espiritual, se nasce com ela.
A essência do seu próprio ser não é construída pelo homem, ele a recebe de Deus.
A nossa identidade espiritual (o Atman) já existe desde a nossa concepção.
O homem só precisa vencer a ilusão provocada pelo pecado original, que encobre a consciência de perceber sua essência metafísica.
O “pai da mentira” lançou um véu sobre a consciência que aprisiona o homem fora de seu próprio ser. Mas a Verdade liberta o homem reconduzindo-o à sua real natureza imortal.
Não se constrói essa natureza, se descobre que ela existe.
O homem é constituído de corpo, psique e atman (a essência espiritual transcendente).
Corpo e psique são impermanentes. O atman (ou natureza búdica) é permanente (não por si mesmo, mas pela Graça de Deus).
Perceber o atman, tomar consciência da sua existência é imediatamente entrar em união mística com Deus, pois o atman é espírito, Deus é espírito, e o Espírito é Uno, não há divisão (a própria Hierarquia Celeste não significa que o Espírito esteja dividido em vários níveis).
O atman, apesar de transcendente, é uma realidade que sentimos no fundo de nosso coração. É a luz sagrada, o segredo que mora no coração de toda a humanidade.
Essa luz é a essência do homem. Percebê-la é perceber a sua origem. Ou como diz um Hadith do Profeta Muhammad: “Quem conhece a si mesmo conhece ao seu Senhor”.
26 de novembro de 2009 às 7:53
Caro professor,
O que importa é a Verdade. E não “construir uma identidade espiritual”.
Ser cristão, budista ou mussulmano, no sentido de adesão a costumes exteriores, é irrelevante para a união mística com Deus.
Um cristão, um budista ou mussulmano, mesmo que se adapte formalmente a sua religião e preserve uma “integridade formal” perfeitamente identificável, ainda assim pode acabar indo para o inferno (que Deus livre tal sujeto hipotético desta desgraça!)
Um sujeito que não é judeu, nem cristão, nem budista, nem nada que corresponda a uma “identidade religiosa” em sentido puramente exterior e formal, ainda assim, pelo simples fato de ser uma pessoa, um ser humano, já é dotado de uma essência que lhe foi dada por Deus. E é esta essência, este espírito ou atman, a sua verdadeira identidade, aquela que é permanente (pela Graça) e não transitória.
Eu admiro todas as religiões porque sei que há nelas verdades morais e metafísicas. A compreensão destas verdades de modo algum poderia me levar para o inferno.
Não diga besteira. Ser um mau cristão é efetivamente pior do que não ter uma religião definida mas buscar a verdade com responsabilidade filosófica.
Além disso, o sincretismo religioso está longe de ser uma desgraça. Por exemplo, é comum na China composições harmônicas entre budismo e taoísmo. O próprio Sikhismo, fundado pelo Guru Nanak em fins do séc. XV, é obviamente uma articulação de conceitos islâmicos e hindus. E se o sincretismo levasse ao inferno, então todos os adeptos da Fé Baha’i, que comporta ensinamentos de várias tradições mais antigas, já estariam condenados. Até mesmo o cristianismo não deixa de ser uma bela síntese entre judaísmo e filosofia grega.
Dizer que o sincretismo é a anti-religião é simplesmente uma demonstração de ignorãncia espiritual. A única anti-religião que existe é o satanismo e o ódio a Deus.
O atman não morre porque este ou aquele indívíduo não se identificou com uma determinada tradição religiosa. A Graça de Deus é para todos, judeus ou não, cristãos ou não.
Dizer que é melhor pecar sendo cristão do que fazer o bem não o sendo é uma HERESIA. Jamais o Catecismo da Igreja Católica afirma tal idiotice. Nunca li uma linha sequer dos Santos Padres que afirmasse tal coisa.
Outro ponto relevante que o senhor deixou de perceber é o seguinte: se há ressureição da carne então há possibilidade de continuidade da identidade psicofísica após a morte.
Abraço.
26 de novembro de 2009 às 11:51
Leandro,
Tu me parece estar em contradição,pois elogia o prof.,dizendo que ele sabe muito de alguns assuntos,mas ai acima colocou,vários “erros” do prof. nos assuntos em que tu o elogia,como mostra esse trecho abaixo seu mesmo que copiei:
O professor Luiz Gonzaga sabe muito de filosofia, cristianismo, ciência política, etc., mas, é preciso admitir, fez uma exposição demasiado sumária, pobre e superficial das “tradições indígenas”.
Me parece ter que ser uma coisa ou outra,Leandro!
Não entro no mérito da discussão,pois não tenho conhecimento para tal.Estou aqui assistindo as aulas do prof. exatamente para aprender e adquirir algum conhecimento.
Que NS JESUS CRISTO OS ABENÇÕE.
26 de novembro de 2009 às 13:38
Caro Leandro,
Vá T. no C
26 de novembro de 2009 às 21:36
Flavio
Eu entendi diferente de você, quando o Prof. fala que uma pessoa que não segue uma religião, mesmo que seja considerada “boa”, tem uma grande chance de ir para o inferno. Na minha interpretação, ele não está afirmando uma certeza, mas sim uma grande possibilidade. Pois o nosso conceito do que seja “bom” tem grande chance de ser diferente do de Deus, muitas vezes um valor que pareça “bom” em termos terrenos, na verdade não tem valor espiritual.
Ao seguir uma religião tradicional, qualquer que seja ela, você terá certeza que está cumprindo os requisitos essênciais para obter a salvação, pois ela provém de Deus. Já que toda religião contém elementos essênciais, ou seja, os espirituais, e elementos acidentais, que são os humanos.
Como nós não somos Deus, não sabemos diferenciar os valores essências dos acidentais, assim quando tentamos “criar” uma religião, misturando ensinamentos de diversas religiões, existe grande chance de escolher os valores acidentais, pois esses são os mais agradáveis, embora não levem a salvação.
Já que ao morrermos nós não teremos mais um corpo, assim todos os valores que dependem da parte corporal, ou seja, dependem do tempo e do espaço para existir, deixarão de existir, pois a nossa alma (psique) irá se decompor de modo semelhante ao que ocorre com o corpo. Ao contrário dos valores espirituais (inteligência) que são imateriais, não dependendo do tempo e espaço para existir, e que permanecerão após a nossa morte.
Assim, uma pessoa pode ser considerada “boa” em termos terrenos, mas se a psique dela for composta predominantemente por valores humanos, ligados ao tempo e espaço, terá decomposição da sua psique após a sua morte e não se salvará. Mas se a psique dela tiver elementos espirituais, esses valores sobreviverão à sua morte e ela se salvará. Portanto, uma pessoa sem religião pode sim se salvar, mas terá probabilidade bem menor do que uma religiosa, pois está se seguir realmente a religião, possui valores espirituais, ao contrário de uma não religiosa que pode ou não ter os valores espirituais.
Eu não estou falando que toda pessoa religiosa é um santo, ou seja, chegou a perfeição na terra. Mas sim que ela está no rumo certo e pode no futuro ser salva. Isso é exatamente a proposta do cristianismo, religião feita para pecadores e que não promete para a maioria a salvação na terra, mas sim após a morte, desde que siga um mínimo necessário.
A minha interpretação daquela passagem em que NS Jesus Cristo diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que o rico entrar no reino dos céus, é que um rico por já ter todos os valores terrenos, não sente privação na sua psique, por isso não tenta desenvolver valores espirituais na sua psique. Assim, sua psique só terá valores terrenos, os quais se decomporão após a sua morte e por isso, ele não irá se salvar. O problema não é a riqueza em si, mas os efeitos que ela pode causar na psique do indivíduo. Portanto, pode existir ricos que irão se salvar, se estes tiverem valores espirituais na sua psique, mas isso é mais difícil de ocorrer, de modo semelhante ao que ocorre com pessoas sem religião.
Mas isso é apenas a minha interpretação da aula, é melhor que o Prof. Luiz Gonzaga responda a sua dúvida, já que eu também posso ter interpretado errado a aula.
Obs. Não percam tempo discutindo com o Sr. Leandro, pois ele quer apenas polemizar, não sinto nele a intenção de escutar as aulas com o objetivo de aprender algo, dando chance para eventualmente mudar a sua opinião. A impressão que eu tenho é de que ele escuta a aula já pensando em como vai poder levantar uma objeção, assim, é inútil discutir com ele.
27 de novembro de 2009 às 5:06
Caro Flávio,
gostei muito das aulas do professor Luiz Gonzaga sobre religião; ouvi ainda algumas de suas palestras sobre filosofia e ciência política, e penso que ele conhece muito bem estes assuntos; mas isso não significa que ele, como qualquer ser humano, não possa cometer erros ou dar informações incompletas. Além disso, tradições indígenas não são a mesma coisa que filosofia, cristianismo e ciência política. Alguém pode conhecer muito bem essas três coisas e saber pouco daquelas.
Paz em Cristo
27 de novembro de 2009 às 5:30
Criatura chamada Wesley, não entro aqui para ofender o professor ou qualquer outra pessoa. Se discordo dele em alguns pontos isso não significa que não o tenha em alta estima.
Como diz um dos provérbios de Salomão: “O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior”.
O seu xingamento é uma exemplificação desta passagem.
Vai lavar a boca.
27 de novembro de 2009 às 8:52
Caro Marcelo,
Minha intenção não é polemizar. Ouvi todas as aulas e só me pronunciei sobre as tradições indígenas porque esse é um assunto que diz respeito à minha própria jornada espiritual, e que me pareceu ter sido apresentado de forma equivocada.
Ao contrário do que você pensa, eu aprendi muita coisa como o professor Luiz Gonzaga e sou muito grato por ele ter disponibilizado este curso na internet.
Por fim, minhas considerações finais, endereçadas ao professor, são apenas a comunicação de idéias sobre aquilo que julgo ser a verdade. MAS NINGUÉM É OBRIGADO A CONCORDAR COMIGO.
27 de novembro de 2009 às 13:33
Leandro, chamar o professor de herético ou besta ou idiota não é xingamento.
Citar Salomão contra uma “criatura” que está infinitamente abaixo da sua sabedoria muito me enobrece.
Agora mandar eu lavar a boca eu não aceito, é o único recurso que eu tenho contra a “imbecilidade coletiva”, aliás, aprendi isso com o Pai do herético, idiota e besta que você fica ouvindo, ouvindo, invejando…
VTNC
27 de novembro de 2009 às 20:03
Paz em Cristo Wesley, Paz em Cristo…
Em nenhum momento chamei o professor de herético, besta ou idiota. O senhor está louco, muito ruim da cabeça, se leu isso em minhas palavras. Admiro o trabalho do professor. Mas quando ele diz que ser um mau cristão é efetivamente melhor do que não ser nada, eu discordo e penso que isso é uma besteira. E falar de vez em quando uma ou outra besteira é natural, mesmo nos homens mais inteligentes.
Agora, dizer que cometer um pecado é menos grave que fazer o bem quando aquele que peca é cristão e o que faz o bem não tem nenhuma religião, é um ensinamento completamente falso, herético, e uma perversão da moral da Igreja. O Catecismo não ensina isso, nem os santos Padres. O professor falou uma idiotice, o que não significa que ele seja idiota. Eu também falo idiotices. Quem nunca disse uma idiotice ou outra na vida?
O Catecismo da Igreja Católica afirma que: “A heresia é a negação pertinaz, depois de recebido o Baptismo, de alguma verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou ainda a dúvida pertinaz acerca da mesma”. Desse ponto de vista, é claro que acusar o professor de herético é uma calúnia. Mas eu não disse que o professor é herege, disse que o ensinamento específico que ele passou, e não a sua personalidade, é que é herético. Nesse caso, quero apenas dizer que é uma perversão da moral cristã, uma deformação herética da moral da Igreja, dizer que pecar, cometer um pecado, é melhor que fazer o bem, dependendo da identidade de quem quem faz o bem ou o mal. Isso é falso, completamente falso. Por exemplo, se um ateu ajuda um cego atravessar a rua ou dá um sanduiche para um mendigo, ele está agindo muito mais de acordo com a vontade de Deus, objetivamente, do que um cristão ou mussulmano que por fanatismo mata outra pessoa.
Uma boa ação pode ser feita independentemente do sujeito ser ou não formalmente adepto desta ou daquela religião. Este é o ensinamento correto da Igreja. Leia o artigo 4 (A moralidade dos actos humanos), primeira secção, capitulo primeiro, da terceira parte do Catecismo. Em nenhum momento está dito que o pecado do cristão é melhor ou menos grave que a boa ação de um ateu.
Wesley, não é lúcido xingar uma pessoa só porque ela discorda das suas idéias. Se o que eu penso sobre as tradições indígenas ou sobre qualquer outro assunto não é o que o senhor pensa, então argumente, converse, exponha seu ponto de vista, mas sem ofensas desnecessárias.
Para encerrar, não fico invejando o trabalho do Luiz Gonzaga de Carvalho, muito menos do seu bom pai, o Olavo de Carvalho. Pelo contrário, admiro e respeito profundamente, de todo o coração, o que eles tem feito.
Boa noite. E cuide do seu coração, porque falta misericórdia nele.
27 de novembro de 2009 às 21:43
Marcelo,
Agradeço seu interesse em comentar sobre minhas perguntas.Meditei seriamente no que disse.
Leandro,
Só estranhei e achei meio contraditório da sua parte adjetivar fortemente o prof. Luiz justamente num assunto(Cristianismo) em que tu mesmo reconhesse que ele sabe muito.Não seria mais prudente esperar uma resposta do Prof. antes de adjetivá-lo?
Se me permite,te faço uma pergunta: Tu te considera um indígena de coração?
abraço.
27 de novembro de 2009 às 23:32
Leandro, muito obrigado por você existir e principalmente por expressar toda a sua sabedoria cristã.
Eu estava afastado de Deus, aliás bem afastado, e foi ouvindo as palestras do professor e redescobrindo um cristianismo mais “real” que tive o impulso necessário para reencontrar a paz interior. Estou “partilhando” isso com você, apenas por um motivo, quando eu tiver o conhecimento cristão que você “quer aparentar a todo custo ter” quero me comportar com mais misericórdia quando alguém me xingar (… oferecer a outra face).
Eu também discordo em alguns pontos do que foi exposto pelo professor, mas não ouso vociferar luceferinamente para chamar atenção, isso sim é pecado - da soberba - e não vou ficar “colando e copiando” trechos do catecismo para me exibir.
O silêncio (provisório) e o desprezo do professor falam por si.
obs: Obrigado por me chamar de “criatura”, “louco”, dizer que meu coração falta misericórdia… Você tem o “dom de julgar” as pessoas a distância, eu apenas solicitei que você praticasse um ato, jamais emite juízo de valor sobre você, mesmo porque duvido que você tenha algum.
Reitero,
VTNC
28 de novembro de 2009 às 5:00
Caro Flávio, eu não pretendi “adjetivar fortemente o prof.”
Não disse nada sobre ele, sobre a pessoa dele, apenas que tal coisa que ele disse é, no meu ponto de vista, uma besteira. Só isso.
Se alguém diz pra mim, “Leandro, não diga besteira” ou “Leandro, isso que tu disse é uma idiotice”, eu não encaro isso como sinônimos de “Leandro, você é uma besta” ou “Leandro, pare de ser idiota”.
Minha intenção não foi falar da pessoa do professor, apenas penso que ele falou duas ou três besteirinhas.
Eu disse e reitero que o Luiz Gonzaga de Carvalho conhece muito bem o cristianismo porque eu também o conheço, se não o conhecesse não poderia afirmar nem isso e nem o contrário. Se você acha que eu tenho 20 anos de idade e comecei ontem a estudar a Bíblia, a patrística, as encíclicas papais, está enganado. Eu amo a Tradição e a Santa Igreja. Viva o Cristo Rey!
Quanto às tradições indígenas, que eu estudo a mais de 10 anos, repito que as aulas do professor demonstram, para quem não é totalmente leigo no assunto, uma certa falta de conhecimento da parte dele. Mas isso não é nada demais, ninguém vai deixar de ir pro paraíso por ignorar essas coisas.
Respondendo sua última pergunta, eu me sinto um mestiço: algo de italiana (minha mãe é neta de imigrantes), algo de português, algo de árabe, algo de francês e algo de tupi.
Esse sentimento de ser descendente dos antigos habitantes de Pyndorama, talvez tupiniquins que se misturaram com portugueses, sempre me levou a me interessar pelos povos e culturas ameríndias. Tenho em alta estima a tradição Guarani e a Tubakwaássu.
Abraço.
29 de novembro de 2009 às 3:55
Aquilo que você solicitou, Wesley, caso não saiba, é uma forma de ofensa. E muito vulgar.
O problema, Wesley, é você saber por que começou a me xingar, lá trás, quando fiz meus comentários sobre as aulas do professor Luiz sobre tradições indígenas. Desde o primeiro momento a sua reação tem sido ofensiva. E dizer que eu fico “ouvindo, ouvindo, invejando…”, se não é um juízo de valor sobre mim, é com certeza sobre a minha disposição interior ao ouvir as aulas. Preste atenção no que você fala. O senhor também julga.
Wesley, cuidado com a idolatria; a sua adoração pelo professor, depois de ele ter lhe ajudado a encontrar a paz interior, é totalmente compreensível, mas cuidado para não transformar o professor num objeto de devoção tão grande que você passe a considerar qualquer crítica que se faça ao que ele diz um tipo de sacrilégio.
Você não precisa xingar as pessoas quando elas discordarem das idéias do muito amado professor Luiz Gonzaga.
Tenha calma. Você está muito exaltado. Em nenhum momento passei a “vociferar luceferinamente” contra o professor ou para “chamar atenção”. Apenas destaquei o que considero errado. Dizer para uma pessoa “Não diga besteira” não é xingamento (pode ser visto como falta de polidez, mas não é xingamento). E se afirmei que tal ensinamento sobre Moral é herético e uma idiotice, não quero dizer que o professor seja herege ou idiota.
Qual cristão, por ignorância, já não falou heresias? Foi apenas um lapso do professor? Creio que sim, afinal, errar é humano (sei que isso é um chavão, mas vale a pena recordar). Por sinal, Mestre Eckhart, que teve vários de seus ensinamentos julgados como heréticos, nem por isso deixou de ser um dos maiores nomes da teologia escolástica.
Além do mais, o professor Luiz Gonzaga não representa para mim a figura de um guru, mestre, guia ou “autoridade espiritual”. É somente uma pessoa com interesses iguais aos meus, e o fato de termos interesses em comum (filosofia, religião, política) não me proíbe de fazer uma ou outra crítica. A linguagem que eu uso, ao escrever para o professor, não é portanto a que um discípulo utiliza diante do mestre, mas apenas uma linguagem coloquial e direta, como se eu estivesse no bar conversando com um amigo e colega.
Dizer que a boa ação de uma pessoa sem religião é pior (tem menos valor) que o pecado cometido por um cristão ou mussulmano, é um ensinamento absurdo, bizarro e risível. Desculpe se a verdade te machuca, mas o professor, creio que sem querer, acabou dizendo uma idiotice.
Wesley, criatura, preste atenção: Não disse que você é louco, disse que “você deve estar louco”, no sentido de que você pode estar louco neste momento. Há uma diferença ontológica entre “ser” e “estar”. Não afirmei que você, categoricamente, é louco. Mas é possível que você esteja passando por algum tipo de transtorno mental. Talvez um ciúme doentio, que o faz xingar qualquer pessoa que ouse criticar alguma idéia do seu idolatrado professor de religião.
Acorde pra vida rapaz. Não estou aqui fazendo campanha pró-aborto nem apologia do Foro de São Paulo? Por que tanta hostilidade? Xingar uma pessoa sem uma boa razão é insensatez e impiedade. Não sou inimigo da Igreja, nem do professor Luiz, nem do “movimento conservador brasileiro” (se é que isso existe mesmo).
E qual é o problema de ser chamado de “criatura”? Eu também sou uma criatura. Se ofender por causa disso é falta de humildade. E por que levar meus comentários para o lado pessoal? Não estou falando mal da vida de ninguém. Apenas considerei alguns ensinamentos do professor errados.
Outra coisa que não faz sentido é me tratar por invejoso, como se eu estivesse infeliz pelas eventuais alegrias que o senhor Luiz Gonzaga de Carvalho experimenta na vida. A inveja é uma coisa horrível - nos faz sentir raiva da felicidade alheia. Deus me livre disse. Admiro o professor e quero que ele alcançe toda a beatitude espiritual. Eu não vou roubar nada do professor Luiz Gonzaga. Não quero destruir sua reputação, nem tirar seus alunos, nem perturbar sua família, e muito menos tentar impedir a sua felicidade. Todavia, no meu modo de ver, a vida intelectual consiste, além dos habituais elogios, em apontar os erros dos colegas, não com a intenção de destruir, vencer ou derrotas os outros (até porque a vida teorética não é corrida de carro ou luta de boxa), mas sim para estimular a reflexão em torno de uma questão fundamentel: o que é verdadeiro? O que, em nossas palavras, está de acordo com a realidade?
Wesley, criatura, preste muita atenção: O homem fala de acordo com o que há em abundância no seu coração. Dizer repetidas vezes “VTNC”, num debate intelectual, é agressividade e falta de misericórdia. E prosseguir, com teimosia, no mesmo xingamento, é soberba e falta de caridade. A única coisa que você consegue, Wesley, agindo dessa maneira, é rebaixar a própria alma. Portanto, lave a boca. E, mais do que isso, circuncidai o prepúcio do vosso coração. Purificai o vosso interior e retirai a camada de ignorância que encobre a beleza do vosso ser.
E Wesley, entenda mais uma coisa, não estou me exibindo, mas confessando o que julgo ser verdadeiro. Quando eu acusei o professor de falar uma “heresia” (não saberia empregar outro termo) eu tinha o dever de indicar a fonte, no Catecismo, que justificasse minha opinião. Não citei o Catecismo da Igreja Católica para me exibir, mas para me justificar. Se você não concorda comigo, tudo bem, mas não precisa ofender. Além disso, estou apenas cumprindo meu dever: «Ensinar alguém, para o trazer à fé, [...] é dever de todo o pregador e, mesmo, de todo o crente» (São Tomás de Aquino, Summa theologiae).
Quanto ao “meu valor”, afirmo que o único valor que eu possa ter é o de querer amar a Deus. Se há algum valor em mim, é este. Como disse São Leão Magno (gosto de fazer citações por amor à Tradição): “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade (…) Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro”. E não vamos esquecer, portanto, o que significa ser um membro da santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo:«Congratulemo-nos, pois, e dêmos graças pelo facto de nos termos tornado não apenas cristãos, mas o próprio Cristo. Estais a compreender, irmãos, a graça que Deus nos fez, dando-nos Cristo por Cabeça? Admirai e alegrai-vos: nós tornámo-nos Cristo. Com efeito, uma vez que Ele é a Cabeça e nós os membros, o homem completo é Ele e nós [...]. A plenitude de Cristo é, portanto, a Cabeça e os membros. Que quer dizer: a Cabeça e os membros? Cristo e a Igreja» (Santo Agostinho). «Caput et membra, quasi una persona mystica – Cabeça e membros são, por assim dizer, uma só e mesma pessoa mística» (São Tomás de Aquino, Summa theologiae).
Wesley, eu sou batizado e imagino que você também o seja. Não convém que nós briguemos à toa. O Divino Mestre ordenou que nós nos amemos, uns aos outros, como Ele nos amou, isto é, com misericórdia e benevolência.
Saúde e Paz para o tu e vossa família. Fique com Deus.
29 de novembro de 2009 às 12:39
Leandro,
Nunca pensei que tu tenha 20 anos,pelo contrário.
Quando te perguntei se não seria mais prudente esperar uma resposta do prof. antes de adjetivar alguns de seus comentários desta aula,pensei mesmo que me diria que conhece bem o Crsitianismo para fazer tais criticas.
Agradeço sua resposta a pergunta de cunho particular que fiz.
Abraço a ti e a todos e fiquem com DEUS.
29 de novembro de 2009 às 20:49
Pessoal,
O que vocês acham de nós voltarmos aos nossos gabinetes de estudo, encomendarmos nas melhores livrarias a bibliografia básica do curso, aprender outros idiomas, estudarmos os autores complementares, e sem deixarmos de ouvir as palestras do professor, voltarmos aqui depois de algum tempo? Convenhamos que seria vergonhoso, se fôssemos lidos por pessoas ‘de fora’ de nosso grupo, esteja, cada um de nós, correto ou não-correto. E se isso não constitui um grupo de estudos, pelo menos trata-se dos alunos do curso, que vale muito mais que nossos comentários.
Da minha parte, digo que a quase totalidade das divergências que acreditava ter com o Sr. Leandro Pinto são de ordem quase sempre vocabular e bibliográfica. Pelo menos, no que faz referência ao estudo das religiões dos povos primitivos (ou, como chama a Sorbonne: povos não-civilizados).
E qual o problema de se ter 20 anos, senhores? É bom; faz bem! Ter 20 anos é a idade excelente para ouvir Chopin e ler Augusto dos Anjos. Viva os 20 anos de nós todos! Os 20 anos chamam à vida!
Boa semana a todos. Ao trabalho!
Grato,
José Santini
3 de dezembro de 2009 às 21:18
Estranho como muitos doutos não compreendem o significado da palavra “introdução”.
12 de dezembro de 2009 às 14:22
Ao administrador do site de Assinantes do prof. Luiz Gonzaga, não sei se o Sr. já se realizou metafisicamente e, lá no céu das estrelas fixas, anda muito ocupado a ver girar a máquina do mundo, mas se memória desta terra ainda se consente, gostava de saber quando se postarão as gravações das aulas naquele site. Entenda, o que irrita não é a demora, com ser a paciência uma virtude, antes é a indiferença. Obrigado.
16 de dezembro de 2009 às 2:36
Caro professor,
fico muito curioso em saber qual religião o sr. segue. Não é uma dúvida maliciosa, professor. É mera curiosidade.
16 de dezembro de 2009 às 13:16
Muito bom, tudo muitíssimo bom.
PARABÉNS!
Cada vez que ouço não só aprendo coisas novas, torno-me um homem novo.
24 de dezembro de 2009 às 0:48
Desejo ao Prof.,a equipe do site e aos visitantes do site,um FELIZ NATAL E UM FELIZ 2010.
Que NS Jesus Cristo e NS de Fátima os abençõe e guie.
6 de janeiro de 2010 às 12:53
Feliz 2010 a todos do site
19 de janeiro de 2010 às 11:10
Oi. Mandei por e-mail (duas vezes) a comprovação de pagamento da minha assinatura e até agora não obtive resposta. Aconteceu alguma coisa?
22 de janeiro de 2010 às 16:50
Fabio,
Conseguiu resolver sua assinatura?
Gilson
24 de janeiro de 2010 às 11:09
Olá Fábio,
Optamos por utilizar o Pagseguro para as transações de assinaturas do site e só podemos cadastrar o assinante após a liberação feita pelo mesmo.
As vias de pagamento (cartão, débito automático ou boleto) obedecem prazos diferentes de liberação. Vamos aguardar até amanhã, provavelmente deve liberar, ok?
Agradecemos pela sua assinatura
Abraço
Roseli
30 de janeiro de 2010 às 19:19
Estou acompanhando com muito interesse as aulas do prof Gonzaga. Alguém saberia dizer o porquê das religiões de matriz africana não terem sido abordadas no curso?